segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Alan Moore Fala

Quadrinista capricha nas metáforas e fala em cuspir veneno e engolir vômito de vermes.


18/09/2008Érico Assis
Antes ele estava desinteressado. Agora, sua atitude virou venenosa. Literalmente.
"O que posso lhe dizer é que vou ficar cuspindo veneno por tudo [relacionado ao filme] nos próximos meses", disse Alan Moore, em entrevista ao blog Hero Complex, do Los Angeles Times, sobre a adaptação cinematográfica de Watchmen.
O problema não é com este filme em si, mas com a indústria cinematográfica como um todo, segundo a entrevista. "Acho que o cinema na sua forma atual é muito prepotente. Ele nos dá comida na boca, o que dilui nossa imaginação cultural coletiva. É como se fôssemos passarinhos recém-saídos dos ovos olhando pra cima, com nossas bocas bem abertas, esperando que Hollywood nos alimente com um vômito de vermes. O filme de Watchmen parece mais vômito de vermes. Eu, pelo menos, cansei de vermes."
O autor ainda ri dos problemas jurídicos do filme – o processo da Fox contra a Warner que quer impedir seu lançamento. "Será que o filme um dia vai sair? Tem esses problemas jurídicos agora, que eu acho lindamente irônicos. Talvez ele esteja amaldiçoado à distância, da Inglaterra", diz Moore. E não é prudente brincar com um autor estudado em bruxaria.
Moore joga seu veneno para a indústria de quadrinhos também: "Há três ou quatro empresas agora que existem somente para criar não quadrinhos, mas storyboards para filmes. Pode-se dizer que a única razão pela qual a indústria dos quadrinhos ainda existe é essa, para criar personagens para filmes, jogos de tabuleiro e outras mercadorias. Os quadrinhos são uma espécie de horta onde crescem franquias que podem ser rentáveis para a indústria cinematográfica debilitada".
Moore fala bem de alguma coisa? Mais ou menos: do documentário The Mindscape of Alan Moore, que finalmente foi lançado para venda ao público nos EUA. É uma longa entrevista com o autor, ilustrada por representações gravadas de suas criações. "[O diretor] Dez Vylenz é muito talentoso e se há algo no filme que não o torne um sucesso, eu culpo as falhas do personagem principal", finaliza, não poupando nem a si mesmo.

Na boa, pra mim, Moore é o mais melhor de bom dos quadrinhos mundiais. O cara não fala m..., como o Frank Miller, por exemplo, como O Cavaleiro das Trevas 2 e Robocop 2. Até em suas melhores obras, Miller dá umas mancadas, como em Ano Um, quando Bruce volta pra Gotham num avião de ricaços e se refere "à escória que estaria lá embaixo", quer dizer que no meio dos ricos não há podridão? Se é onde tudo começa, e reflete lá embaixo.
Em no Cavaleiro das Trevas (HQ) naquela cena em que Bruce Wayne segura um cara enrolado na bandeira americana... Fora que desde os anos 90, Miller só vem dando mancada, seus melhores trabalhos ficaram na década de 80.
Pra quem não sabe, Moore criou obras como A Piada Mortal, V de Vingança, Constantine, A Liga Extraordinária (que foram porcamente adaptados), e muito mais!
Se um dia eu crescer queria conseguir ser igual ao tio Alan
Fonte: Omelete

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